A violência reflexiva dos CoenFui ver, na sexta (hoje é terça, logo estou fraudando o blog de novo, mas o filme merece), Onde os fracos não têm vez, o que deve fechar minha modesta incursão pela mostra com chave de ouro: 5 filmes, melhora constante do 1º ao 5º.
No ermo Texas dos anos 80, o excelente Tommy Lee Jones, xerife um tanto confuso, um tanto irônico, é quem nos apresenta a história de duas caçadas. Um psicopata (Javier Bardem) caça o homem que encontrou sua mala de dólares. A polícia e o outros bandidos caçam o psicopata.
Os diálogos são primorosos, especialmente entre o xerife e seu assistente. O clima de faroeste 100 anos depois torna obrigatório assistir este filme no cinema. Mas o que realmente impressiona é violência. Em tempos de tanta pirotecnia, as muitas cenas de assassinato do filme têm densidade, brutalidade e uma estupidaz de fundo que me fez lembrar Fargo.
O post é só isso mesmo, ok? O filme já saiu bem da minha cabeça para comentar. Mas gostei demais! Se quiserem uma crítica melhor, imagino que encntrem numa das duas revistas eletrônicas com link aqui do lado.
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Autor: Celso Sabadin, do Tela em Transe
Quando: ontem, na lista da ABD
Na próxima segunda-feira, dia 5 de novembro, a Rede Cinemark mais uma vez usará o cinema brasileiro em benefício do marketing próprio, como faz todos os anos. A idéia é simples. durante 364 dias por ano, a Cinemark faz o possível para prejudicar o cinema brasileiro, não programando filmes nacionais em sua grade, e tirando antes da hora os poucos que programa, única e exclusivamente para cumprir a Lei. Evidentemente, a prioridade da Cinemark, que é uma empresa norte-americana, é o produto vindo dos EUA, tudo dentro das estratégias leoninas que a MPA tenta implantar em todo o mundo já há décadas. Não há nenhuma novidade nisso. A hipocrisia da coisa toda reside no fato da Cinemark anunciar aos quatro ventos que uma vez por ano (e este ano será dia 5/11) ela presta um enorme serviço ao cinema brasileiro, oferecendo, durante um dia inteirinho (oooh!) filmes nacionais por um ingresso de apenas 2 reais. Em todo o restante do ano, o filme brasileiro que se exploda. É alguma coisa assim como o Lobo Mau criando o Dia Internacional do Chapeuzinho Vermelho, e fazendo propaganda em cima disso, dizendo que ele é bonzinho. Vale lembrar que este “Dia da Santidade” sempre cai numa segunda-feira, é claro, para que os lucros da Cinemark não sejam comprometidos, já que a segunda é o dia mais fraco para os exibidores de cinema. E, claro, que nada do dinheiro arrecadado vai para o produtor brasileiro, pois toda a renda fica na própria Cinemark para “projetos culturais”. Para piorar um pouco mais a situação, boa parte da mídia brasileira cai neste conto do vigário e noticia a promoção como se ela fosse a sétima maravilha do mundo para o nosso cinema. Que situação, hein?
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