“Vossa excelência não está falando com seus capangas no Mato Grosso”.
Eu poderia tergiversar em cima da antítese entre “excelência” e “capangas”. Mas estou rindo demais para isso.
Juro que estava brincando quando perguntei quando sairiam as leis contra os cotovelos na mesa, peido no elevador e palavrão em público (2 posts atrás).
Já os paralamentares (sic) paulistas não estão brincando! Agora aprovaram a lei que proíbe coxinha, bala e refrigerante nas escolas. Nada engraçado as escolas estaduais não terem mínimas condições de funcionamento e neguinho se preocupar com coxinha. Mas muito engraçado o estado querendo fazer papel de mãe da gente, ainda mais quando ele está nas mãos de quem adora arrotar discursinhos liberais.
Não percam: em breve, as leis que proíbem de sair sem casaco quando estiver frio, sem guarda-chuva quando chover, jogar vídeogame o dia inteiro, falar com estranhos na rua e – a mais importante – comer doce antes do almoço.
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Bastou eu (ressus)citar o João Hermann por conta de um projeto de lei imbecil e em menos de um mês o cara morreu. No post imediatamente abaixo deste aqui, cito outros dois projetos de lei… Se algo algo ruim acontecer a um dos integrantes da chapa tucana à presidência em 2002, vou ficar assustado. E talvez me tornar o primeiro grande revolucionário materialista paranormal.
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Hoje vai a votação, com vitória garantida, na Assembléia Legislativa de SP, o projeto que bane o fumo em locais de uso coletivo. Lembro de duas declarações, uma recente outra nem tanto, de figurões apoiando medidas restritivas ao fumo. Uma do próprio governador do estado, quando era ministro da saúde, que declarou algo como “não aceitar a idéia de alguém gostar de inalar fumaça” – declaração claramente antidemocrática. Não é para aceitar ou não o que as pessoas gostam de fazer com seus próprios corpos que nossos mandatários estão lá, né? Outro comentário, mais recente, foi de Antônio Ermírio de Moraes que disse, aí com muito mais razão, que os fumantes não podem obrigar os outros a respirar sua fumaça. Até concordo. Mas por que os donos de carro podem obrigar a mim, pedestre e usuário de transporte coletivo, a inalar a fumaça de petróleo deles?
No nível federal, uma deputada potiguar resolveu resgatar um projeto de lei de 14 anos atrás que proíbe a venda de bebida alcoólica a quem estiver embriagado. Para não falar na dificuldade de fiscalização (vai ter um bafômetro por bar e os garçons vão ter poder de polícia? ou vai ter fiscal na boemia?), o que chama a atenção é mais uma vez o estado querendo determinar o que neguinho vai fazer com o próprio corpo! Uma coisa é querer dirigir bêbado, querer brigar, crimes já previstos… Mas não, querem proibir alguém que levou um pé-na-bunda de afogar as mágoas, querem impedir declarações de amizade emocionadas e patéticas, querem impedir o excesso de sinceridade induzido pelo álcool…
A pergunta é: e as leis contra os cotovelos na mesa, peido no elevador e palavrão em público? Saem quando?
Están pasando, pero NO PASARÁN!!!
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