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	<title>Depois do Filme</title>
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		<title>Uma despedida</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 22:27:27 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Conheci Danilo Moreno na farra. Não lembro onde, nem quando. A primeira lembrança que de fato localizo é numa sinuca da Rua Augusta, ali por 2007, com um povo do Teatro Oficina, eu com uma moça amiga dele, ele sendo &#8230; <a href="http://tiagomarconi.wordpress.com/2012/01/26/uma-despedida-triste/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tiagomarconi.wordpress.com&amp;blog=5091063&amp;post=337&amp;subd=tiagomarconi&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Conheci Danilo Moreno na farra. Não lembro onde, nem quando. A primeira lembrança que de fato localizo é numa sinuca da Rua Augusta, ali por 2007, com um povo do Teatro Oficina, eu com uma moça amiga dele, ele sendo cheio de vida como depois descobriria ser sempre.</p>
<p>Eventualmente nos encontrávamos por aí, mas nos conhecíamos pouco. Em alguma situação tive que falar com ele por facebook ou algo assim e perguntei se ele lembrava de mim, a resposta foi um &#8220;claro que lembro de você&#8221; tão doce que automaticamente passei a gostar mais dele. Nunca fomos chegados a ponto de ligar pra tomar uma cerveja (ele não bebia) ou almoçar juntos, mas os caminhos paulistanos muitas vezes nos juntavam, fui a duas festas na casa que ele morou na Bela Vista e coisas assim, e foi o suficiente para ter o cara em alta conta.</p>
<p>Não era uma figura comum. Era sempre o mais animado, com uma alegria sábia e velha. Já ouvi alguns amigos em comum se referindo a ele como &#8220;entidade&#8221;.</p>
<p>Nosso último encontro foi inesperado. Um dia eu estava na casa de um amigo, usando a ilha de edição, enquanto a equipe de um documentário a ser gravado na Virada Cultural de 2011 fazia testes para escolher os personagens. Acabei ajudando a equipe, segurando rebatedor, sei lá, e um dos candidatos a personagem chegou, de camisa velha do Brasil (e se não me engano trancinhas). Era Moreno, que em seu teste de VT falou coisas lindas sobre a cidade, os centros das cidades, os encontros. Morador da República, onde também vivo, disse com outras palavras adorar essa mistura de gente do Centro, gente tão diferente entre si, mas tão igual por ser gente. Evidentemente foi escolhido para o documentário e, para minha sorte, acabei escalado para acompanhá-lo durante umas duas horas da Virada já no início da manhã.</p>
<p>Fui encontrá-lo, com mais algumas pessoas, em frente ao McDonald&#8217;s da Praça da República. A cidade estva imunda, amanhecida, e eles comiam um hambúguer no canteiro central. Gravamos na Praça, onde havia uma performance com pessoas em cima de uma árvore enorme e depois não lembro mais. Não lembro de nossa despedida, não imaginava que seria definitiva. Quando voltei a ouvir seu nome, já era má notícia. E a má notícia em alguns meses virou péssima.</p>
<p>Acredito que uma grande figura não vai embora totalmente, permanece na diferença que fez para o mundo, permanece no que transformou as pessoas que tiveram chance de conviver com ela, ainda que pouco, como eu. Para quem o conheceu, é desnecessário comentar a beleza que Moreno nos deixa. Se eu, que nem era próximo, estou com o coração cortado, não posso imaginar a falta que fará aos grandes amigos dele. Sei que fará falta para o mundo, que se tornava um lugar mais cheio de luzes e cores em su presença.</p>
<p>Vá em paz, camarada! Saudade!</p>
<p>E minha solidariedade a todos que estão sentindo essa dor comigo.</p>
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		<title>Getúlio Vargas, esse inimigo</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Nov 2011 11:36:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tiagomarconi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[getúlio vargas]]></category>
		<category><![CDATA[nove de julho]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>

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		<description><![CDATA[Já discuti várias vezes com várias pessoas a inexistência de uma avenida Getúlio Vargas em São Paulo. Da última vez, hospedado no centro do Rio, resolvi dar um google e encontrei uma rua Getúlio Vargas, numa quebrada do lado da &#8230; <a href="http://tiagomarconi.wordpress.com/2011/11/24/getulio-vargas-esse-inimigo/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tiagomarconi.wordpress.com&amp;blog=5091063&amp;post=391&amp;subd=tiagomarconi&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já discuti várias vezes com várias pessoas a inexistência de uma avenida Getúlio Vargas em São Paulo. Da última vez, hospedado no centro do Rio, resolvi dar um google e encontrei uma rua Getúlio Vargas, numa quebrada do lado da rodovia dos Bandeirantes (o carrinho do street view foi lá). Nesse lugar, junto com o Pai dos Pobres, estão exiladas outras figuras &#8220;cariocas demais&#8221; para serem homenageadas num lugar melhor da cidade, como Delfim Moreira (nascido em MG), Afonso Pena e até o grande Wilson Batista. Não custa lembrar que uma das avenidas mais legais da cidade é justamente a Nove de Julho, data do início do levante frustrado em 1932. </p>
<p><img class="size-full wp-image" src="http://tiagomarconi.files.wordpress.com/2011/11/rua-getulio-vargas2.png?w=1014" alt="Image" /></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/tiagomarconi.wordpress.com/391/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/tiagomarconi.wordpress.com/391/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/tiagomarconi.wordpress.com/391/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/tiagomarconi.wordpress.com/391/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/tiagomarconi.wordpress.com/391/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/tiagomarconi.wordpress.com/391/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/tiagomarconi.wordpress.com/391/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/tiagomarconi.wordpress.com/391/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/tiagomarconi.wordpress.com/391/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/tiagomarconi.wordpress.com/391/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/tiagomarconi.wordpress.com/391/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/tiagomarconi.wordpress.com/391/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/tiagomarconi.wordpress.com/391/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/tiagomarconi.wordpress.com/391/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tiagomarconi.wordpress.com&amp;blog=5091063&amp;post=391&amp;subd=tiagomarconi&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>A Província da Grande Pinheiros</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Aug 2011 01:17:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tiagomarconi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[ou tentativa de uma geografia urbana sentimental, cultural, social e econômica Uso já há algum tempo o termo Grande Pinheiros para designar um fenômeno paulistano, que já deve ter sido notado e descrito várias vezes. Tirei o termo da cabeça, mas &#8230; <a href="http://tiagomarconi.wordpress.com/2011/08/22/a-provicia-da-grande-pinheiros/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tiagomarconi.wordpress.com&amp;blog=5091063&amp;post=328&amp;subd=tiagomarconi&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:left;">ou tentativa de uma geografia urbana sentimental, cultural, social e econômica</p>
<p style="text-align:left;">Uso já há algum tempo o termo Grande Pinheiros para designar um fenômeno paulistano, que já deve ter sido notado e descrito várias vezes. Tirei o termo da cabeça, mas é possível que ele mesmo já existisse, embora o google não seja muito esclarecedor sobre isso.</p>
<p style="text-align:left;">Vim a São Paulo pela primeira vez em 1988, com meu pai, ficamos hospedados na casa de sua namorada, na rua Bela Cintra. Tenho algumas lembranças da região da Paulista, da feirinha no térreo de onde é hoje o edifício São Luiz Gonzaga. A rua Augusta, onde vi um cara roubar uma correntinha de uma moça. Nunca voltei a ver esse crime e nunca voltei a ver um roubo na Augusta, onde quase tudo se vê. Voltei a visitar com minha mãe e minhas irmãs, hospedados na rua Cotoxó. Na terceira vez, breve hospedagem no BNH da Vila Madalena e por fim a mudança para o Sumaré, onde vivi 18 anos, verdadeiro ponto de partida desta especulação.</p>
<p style="text-align:left;">De um topo de ladeira na rua Apinagés, saía todos os dias para o Butantã, outro lado do rio. Eu era dos primeiros a serem pegos pelo ônibus escolar e descíamos rumo à Vila Beatriz (Isabel de Castela), Vila Madalena (Delfina), Pinheiros (várias) e enfim Butantã, na escola cheia de árvores, um bananal, um atêliê com cheiro de argila e tinta, criançada nascida no fim da ditadura, filha de pais mais &#8220;cabeça aberta&#8221; das classes média e média alta paulistanas. Volta no horário do rush, grandes engarrafamentos na Eusébio Matoso, na Rebouças, o neon do Unibanco (banco&#8230; Uni   co), o Rio Pinheiros.</p>
<p style="text-align:left;">Em 1993, outra escola com forte ênfase nas humanas, mas muito menos roots, onde havia primário, ginásio e colegial, quadra com traves, rede e pintura no chão, cantina, todo um mundo civilizado de cimento e mercadorias. Também por ser localizada no Alto de Pinheiros, do lado de cá do rio, o público era mais eclético, embora o clima reinante fosse também badabauê e mais pra esquerda que pra direita. E o ecletismo, claro, ia só até o ponto de poder ou não pagar a cara mensalidade (ou se comprometer a pagar mesmo não podendo – valeu, mãe!).</p>
<p style="text-align:left;">Em 1997, outra escola no chamado Alto de Pinheiros, embora esta fique no nível do rio, num enorme e fabuloso terreno perto da Praça Panamericana. Aqui o negócio era bem diferente, uma escola tradicional, com representantes da alta elite paulistana, sobrenomes pomposos, um contexto de direita civilizada e mais alunos que as duas outras escolas somadas. Aos 15 anos, a vida já era uma festa e os encontros com alunos de outras escolas de classe média alta da região de Pinheiros e adjacências eram freqüentes. A Vila Madalena, então com seus botecos a preços acessíveis, dogão de um real, hippies vendendo artesanato, grandes turmas de &#8220;manos&#8221; que vinham de &#8220;longe&#8221;, era o centro nevrálgico da farra adolescente.</p>
<p style="text-align:left;">Aos 18 anos, voltei a cruzar os rio todos os dias rumo à universidade, ainda bebia preferencialmente na Vila Madalena e freqüentava muito a Paulista. Foi no tempo de faculdade que percebi que meus deslocamentos eram quase sempre através ou ao lado de Pinheiros, em mais de dez anos de São Paulo. Doutor Arnaldo, Teodoro, Cardeal, Rebouças, Heitor Penteado, Cerro Corá.</p>
<p style="text-align:left;">Já com 25, procurava apartamento fora do que chamei de Eixo de Pinheiros, tentei a Santa Cecília, terminei na Consolação. Trabalhava na Vila Mariana, bebia na Augusta, atingindo assim meu objetivo de não ter Pinheiros na rotina. Agora moro e trabalho na República, para cá do Minhocão (limite oposto ao Rio Pinheiros), e vivo 95% do tempo entre o Centro, a Paulista, Pinheiros e Perdizes.</p>
<p style="text-align:left;">Pinheiros é, de acordo com a divisão administrativa de São Paulo, um distrito que engloba os bairros de Pinheiros, Alto de Pinheiros, Itaim Bibi e Jardim Paulista. A divisão entre os bairros de uma cidade de crescimento descontrolado e pouca memória é uma eterna fonte de discordâncias e existem divisões que se sobrepõem às oficiais, pois dentro de Pinheiros (ou seria do alto de Pinheiros?) há a Vila Madalena, a Vila Ida, a Vila Beatriz e tantos outros bairros que existem como nome, como história e até como cultura (cada vez menos), ainda que a geografia tenha sido modificada ao longo do século. Não é preciso ser paulistano para saber o que é a Vila Madalena.</p>
<p style="text-align:left;">Olhando-se o mapa de bairros por IDH (http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Mapa_IDH_cidade_de_S%C3%A3o_Paulo_Modificado.png), nota-se que o distrito de Pinheiros é uma fatia até grande da categoria &#8220;muito elevado&#8221;, o que certamente ajuda a entender o fenômeno. No entanto, mais do que um território desenvolvido e precisamente delimitado, a Grande Pinheiros é uma população que se relaciona em determinados espaços, geralmente concentrados em um pedaço da cidade, mas que se movem junto com sua população, inclusive para longe.</p>
<p style="text-align:left;">Tenho dois bons exemplos. Uma pesquisa de uma menina da antropologia urbana da USP sobre o &#8220;forró universitário&#8221; defende que o resgate relativamente recente do forró é fruto de uma fita encontrada em um bar em Caraíva  ou Itaúnas (lugarzinhos de sonho no sul da Bahia/Espírito Santo, onde onde o gênero não tem raízes) por jovens paulistanos de classe média em férias. Itaúnas e Caraíva viraram moda, junto com o forró, o que resultou em montes de casas de forró na segunda metade da década de 90 em Pinheiros. Minha irmã, 7 anos mais velha, legítima representante da Grande Pinheiros (que imagina que no máximo duas pessoas separam cada grande-pinheirense), esteve por lá nessa época, então não é absurdo deduzir que estes jovens paulistanos fossem também grande-pinheirenses. O povo que ia pra Caraíva e Itaúnas era o povo que bebia na Vila Madalena, que estudava nas escolas &#8220;bacanas&#8221; da Grande Pinheiros. É notória na minha geração grande-pinheirense a apropriação de elementos culturais nordestinos, como o maracatu. Costumo dizer se tratar de expiação de culpa de uma classe média que chama de baiano o que julga de mau gosto. Maldade à parte, essa apropriação um elemento cultural de outro espaço e até de outro tempo, no caso do forró, teve um impacto considerável, praticamente criando um gênero chamado forró universitário, que não vou discutir por total falta de elementos e vontade.</p>
<p style="text-align:left;">O outro exemplo aconteceu comigo há uns 2 meses. Fui a Paris, onde me hospedei na casa de um casal de ex-colegas de faculdade, mas cuja relação na verdade era a moça ser amiga da minha amiga, tendo entrado no Oswald de Andrade assim que saí. Num dia fomos encontrar amigos deles e uma das moças era conhecida dos tempo de adolescência, tinha feito Vera Cruz, algo assim. No dia seguinte, fui com meu anfitrião jogar bola num clube público e, da turma de brasileiros, reconheci um cara que fez Santa Cruz na mesma época que eu (um ou dois anos acima) e fui reconhecido por outro que fez Escola da Vila (tb um ano mais velho) e que sei, meio que sempre soube embora nunca tenhamos sido amigos, que depois fez Equipe. Portanto as pessoas que eu encontro em Paris em 2011 são de certa forma as mesmas que eu poderia encontrar na Vila Madalena, em Caraíva, no Pouso da Cajaíba. É claro que encontrar determinada pessoa é uma coincidência, mas a rede de contatos determina a probabilidade de quem eu vou de fato encontrar e uma vez que as coincidências obedecem a algum padrão, pode-se inferir daí um sistema, um circuito, o fenômeno que chamo de Grande Pinheiros.</p>
<p style="text-align:left;">Fica definido então que a Província da Grande Pinheiros é uma rede de pessoas e ambientes que se relacionam entre si. Passemos então para os ambientes.</p>
<p style="text-align:left;">São vários os pontos de encontro da Província. No passado foram as escolas e suas festas, depois privilegiadamente bares e festas. Hoje, o bar que concentra  a maior freqüência de grande-pinheirenses do meu círculo de conhecidos é a Mercearia São Pedro, tradicional mercearia/bar, que freqüentei muito entre 1997 e 2000, e ao longo foi se tornando cada vez mais cult, não sei se pelos bons sanduíches ou por algum outro motivo, e hoje se vai lá para encontrar alguém e se encontra mais umas 10 pessoas. A Festa do Santo Forte é outro evento capaz de reunir um facebook inteiro da Grande Pinheiros.</p>
<p style="text-align:left;">O centro da Província  é evidentemente o bairro e Pinheiros, inscrito entre a Faria Lima, a Rebouças, a Dr. Arnaldo, a Sumaré, a Inácio Pereira da Rocha, a Pedroso de Morais e a Frederico Hermann Júnior.  Apesar da importância histórica dos largos da Batata e de Pinheiros, a região mais próxima do centro da cidade e da boêmia Vila Madalena é hoje o lugar mais importante,  acho que um bom marco zero seria o Pão de Açúcar da Mourato Coelho com a Teodoro (antigo Jumbo), onde todo mundo eventualmente tem que passar, tem ponto de ônibus e banco 24 horas mesmo. Outros pontos de interesse são a Praça Benedito Calixto, a esquina das ruas Cardeal Arcoverde e Teodoro Sampaio (paralelas qe se encontram, na geografia não-euclidiana de São Paulo), o bar Cu do Padre e um edifício de tijolinhos muito feio, que só eu reparo, na Teodoro com a Pedroso.</p>
<p style="text-align:left;">A Grande Pinheiros seria portanto o conjunto dos bairros em volta de Pinheiros, mas não é tão simples assim, porque diferentes pequenos centros atraem os bairros em seu entorno. O exemplo mais claro é o Itaim Bibi. Localizado entre Pinheiros, e os ricos Jardins e Moema, os &#8220;terrenos do Bibi&#8221; têm vida própria, muito comércio, bares, etc. O Itaim seria portanto o centro do Grande Itaim ou parte da Grande Moema, não sei identificar a predominância daqueles lados antipáticos da cidade.</p>
<p style="text-align:left;">Ao contrário do Itaim, onde só se vai quando alguém tem a infeliz idéia de marcar alguma coisa lá naqueles bares, a região da Paulista, vizinha, é freqüentada de bom grado. Embora tenha vida própria, é parte da vida dos grande-pinheirenses que muitas vezes preferem a Livraria Cultura do Conjunto Nacional à FNAC de Pinheiros, além de terem que ir ao cinema. É como algumas regiões reivindicadas por mais de um país, mas no nosso caso sem disputa – a Paulista é um território autônomo e parte da província, assim como parte de várias outras possíveis províncias. Perdizes tem status parecido. Localizado entre a Lapa, o Centro e Pinheiros, o bairro tem vida própria, mas sem a intensidade de um Itaim ou da Paulista. Por ser o bairro da PUC, certamente entra no circuito grande-pinheirense, assim como seus bairros satélites Sumaré,  Pompéia e quetais.</p>
<p style="text-align:left;">A rua Augusta sofreu nos anos 2000 um evidente processo de vilamadalenização, paralelo, embora menos agressivo, à moemização da Vila Madalena. Com boa parte dos botecos do bairro boêmio tendo se tornado bares repugnantemente arrumadinhos, o ecletismo cosmopolita da Augusta acabou atraindo muitos grande-pinheirenses, como eu. A Praça Roosevelt com sua concentração de teatros e bares, e alguns outros lugares de grande importância cutural na cidade acabam puxando a fronteira da Província até o Centro, mas de maneira rarefeita. A Santa Cecília não é quase nada Grande Pinheiros, nem a República, a Consolação um pouco mais (até pela rua, antiga Estrada dos Pinheiros, que desemboca na Rebouças), a Bela Vista nem um pouco.</p>
<p style="text-align:left;">O Alto da Lapa é rico e dá as costas para seu nome, gravitando em torno de Pinheiros e ignorando o limite oficial com o Alto de Pinheiros, a rua Cerro Corá. A Vila Leopoldina, bairro da Escola Vera Cruz, também é parte do circuito, embora o Ceasa e a Marginal Tietê sejam pontos de contato com o resto do mundo. A Cidade Universitária, também dividida com os mais diferentes povos, é o principal território grande-pinheirense na margem esquerda do Rio Pinheiros, o que inclui alguns trechos do Butantã. Minha irmã que foi para Itaúnas lembrou que em sua graduação a FFLCH foi uma fuga do circuito viciado de pessoas, mas os amigos da Leste ou da Sul é que acabavam bebendo no território grande-pinheirense.</p>
<p style="text-align:left;">É claro que São Paulo é uma cidade gigante que permite e obriga o encontro com gente de todo lugar, com maior ou menor variedade dependendo da vida que se leva, dos lugares que se freqüenta, dos interesses que se tem. Existe toda uma vida fora da Grande Pinheiros, geográfica e socialmente, e os grande-pinheirenses sabem disso e a vivem em maior ou menor grau. Não há muitas dúvidas sobre o cosmopolitismo de São Paulo. Dentro dele, porém, cabem muito provincianismos.</p>
<p style="text-align:left;">E essa província específica é de certo modo o que entendo por casa. Não por algum orgulho burguesinho, mas por ser onde cresci, onde tenho meus conhecidos e os conhecidos de meus conhecidos e os conhecidos deles, que mais cedo ou mais tarde encontramos por aí ou deixamos de encontrar por mero acaso. Se diz muito que o mundo não é pequeno e sim a renda é que é mal distribuída. É fato. Uma amiga costuma se referir a esse emaranhado limitado de relações como &#8220;branco drama&#8221;, termo brilhante porque adaptado dos Racionais MCs e poucas coisas são tão grande-pinheirenses (pelo menos na minha geração) como se apropriar do contexto vizinho e distante da Zona Sul. Ou como diria o outro: &#8220;você sai de Pinheiros, mas a Grande Pinheiros não sai de você&#8221;.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/tiagomarconi.wordpress.com/328/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/tiagomarconi.wordpress.com/328/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/tiagomarconi.wordpress.com/328/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/tiagomarconi.wordpress.com/328/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/tiagomarconi.wordpress.com/328/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/tiagomarconi.wordpress.com/328/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/tiagomarconi.wordpress.com/328/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/tiagomarconi.wordpress.com/328/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/tiagomarconi.wordpress.com/328/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/tiagomarconi.wordpress.com/328/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/tiagomarconi.wordpress.com/328/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/tiagomarconi.wordpress.com/328/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/tiagomarconi.wordpress.com/328/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/tiagomarconi.wordpress.com/328/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tiagomarconi.wordpress.com&amp;blog=5091063&amp;post=328&amp;subd=tiagomarconi&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>“Você gosta de poesia?”</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Jul 2011 14:35:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tiagomarconi</dc:creator>
				<category><![CDATA[ponto e vírgula]]></category>

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		<description><![CDATA[Certamente instigado por Brooklyn Follies, acabo de pensar num retiro para velhos maus poetas. Não precisam ser realmente velhos, mas sentirem sua poesia cansada. Cansada de tentar em vão comunicar o incomunicável tergiversando sobre a incomunicabilidade do ser numa noite &#8230; <a href="http://tiagomarconi.wordpress.com/2011/07/25/%e2%80%9cvoce-gosta-de-poesia%e2%80%9d/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tiagomarconi.wordpress.com&amp;blog=5091063&amp;post=318&amp;subd=tiagomarconi&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Certamente instigado por Brooklyn Follies, acabo de pensar num retiro para velhos maus poetas.</p>
<p>Não precisam ser realmente velhos, mas sentirem sua poesia cansada. Cansada de tentar em vão comunicar o incomunicável tergiversando sobre a incomunicabilidade do ser numa noite silenciosa mas com os ruídos perenes do centro da cidade. Cansada de desfilar clichês sobre a solidão primária e incontornável de um ser autônomo e pensante.</p>
<p>Nesse lugar, toda dor, dúvida e alegria que não encontraram sua forma apropriada seriam tratadas como dor, dúvida e alegria e não como fracasso formal e artístico. Livres do julgamento ferino de leitores e protegidos da impaciência de não leitores, os maus poetas andariam livres pelo campo, declamando seus versos mal ajambrados, suas rimas pobres, suas rimas ricas de mau gosto, suas farsas involuntárias e cópias inconscientes e sem charme.</p>
<p>Três vezes ao dia,  assim como todo mundo, os maus poetas precisam comer. Isso aconteceria no refeitório, onde além da comida de bandejão, se alimentariam de poesia nas conversas com outros maus poetas, em geral centradas nas obras de bons poetas. Afinal, assim como todo mundo, os maus poetas gostam de boa poesia e certamente não fazem por mal o que conseguem fazer. É o que conseguem. Livres, poderiam pontuar toda e qualquer conversação com “alguns versos de minha lavra”, o que sempre tornaria as refeições e qualquer troca de idéias longuíssimas, e a única regra a que precisariam obedecer (afora as leis do Estado) é jamais demonstrar desconfiança ou desdém antes, durante ou depois dos versos da lavra de qualquer colega do retiro. Poderia, sim, conversar abertamente sobre a poesia, criticando se fosse o caso, mas nunca abandonando o humilde patamar de mau poeta.</p>
<p>Algumas espécies de acomodações estariam disponíveis: quartos individuais (“um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é”), quartos de casal (“Vivamos, minha Lésbia, amemos sempre”) e quartos divididos com duas (“Eis que ressurge noutro o velho amigo”), três ou quatro camas (“Presa nos elos de uma só cadeia, A multidão faminta cambaleia, E chora e dança ali!”). Nos banheiros, um por quarto, uma estante de livros que absolutamente não devem ser usados para qualquer finalidade que não as de leitura e eventual inspiração. E, claro, canetas para que a poesia ocupe livremente as paredes enquanto outra obra de pouca repercussão (nesse caso, é o ideal) vem ao mundo.</p>
<p>As tarefas domésticas seriam divididas de maneira prática e igualitária entre os poetas, levando-se em consideração as habilidades de cada um (pode-se perfeitamente fazer maus poemas e boas almôndegas, o que eventualmente livrará o cozinheiro de, por exemplo, repercutir a obra do parágrafo anterior, que ajudou a criar).</p>
<p>O nome do retiro poderia ser o de algum mau poeta célebre, mas isso seria desdenhoso e injusto. Primeiro porque ali seria o lugar dos verdadeiros maus poetas, os maus poetas sem sucesso e conscientes de sua condição. Ninguém seria levado à força, acreditando que seus versos têm valor para a sociedade. Segundo porque a homenagem seria uma ironia e o retiro não poderia fazer piada com a falta de talento poético de ninguém, por definição. Chegar-se-ia portanto à conclusão de homenagear um poeta grandioso: Camões, Dante, Catulo. Mas o escolhido seria mesmo Fernando Pessoa e aquele, o lugar de quem nunca conheceu quem tivesse tomado porrada.</p>
<p>E assim viveriam os maus poetas, em sua utopia enfadonha. Para além dos limites do retiro, ninguém daria a menor bola e seguiria tocando a vida, este longo mau poema, cheio de belas intenções e sem a  forma adequada.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/tiagomarconi.wordpress.com/318/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/tiagomarconi.wordpress.com/318/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/tiagomarconi.wordpress.com/318/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/tiagomarconi.wordpress.com/318/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/tiagomarconi.wordpress.com/318/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/tiagomarconi.wordpress.com/318/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/tiagomarconi.wordpress.com/318/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/tiagomarconi.wordpress.com/318/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/tiagomarconi.wordpress.com/318/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/tiagomarconi.wordpress.com/318/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/tiagomarconi.wordpress.com/318/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/tiagomarconi.wordpress.com/318/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/tiagomarconi.wordpress.com/318/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/tiagomarconi.wordpress.com/318/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tiagomarconi.wordpress.com&amp;blog=5091063&amp;post=318&amp;subd=tiagomarconi&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Tum, tum, tum</title>
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		<pubDate>Fri, 20 May 2011 13:05:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tiagomarconi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Habitat urbano]]></category>
		<category><![CDATA[ponto e vírgula]]></category>
		<category><![CDATA[cachorro]]></category>
		<category><![CDATA[garotinha]]></category>

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		<description><![CDATA[Garotinha boliviana, peruana, índia, toda suja como quem aprontou a tarde inteira, calça verde, camiseta branca larga, escrito “25 anos de encontro”, trazia ora numa mão ora noutra uma garrafa de 2 litros de Fanta vazia, que batia reiteradamente em &#8230; <a href="http://tiagomarconi.wordpress.com/2011/05/20/tum-tum-tum/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tiagomarconi.wordpress.com&amp;blog=5091063&amp;post=314&amp;subd=tiagomarconi&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Garotinha boliviana, peruana, índia, toda suja como quem aprontou a tarde inteira, calça verde, camiseta branca larga, escrito “25 anos de encontro”, trazia ora numa mão ora noutra uma garrafa de 2 litros de Fanta vazia, que batia reiteradamente em várias superfícies que encontrava. Viu o cachorro deitado (a Linda Evangelista), virou-se para ele em voltinha rápida, bateu uma vez a garrafa no chão, virou-se de novo e foi embora, para alívio do bicho, que a encarava com ar súplice de quem queria continuar enrolado.</p>
<p>USP &#8211; 2003</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/tiagomarconi.wordpress.com/314/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/tiagomarconi.wordpress.com/314/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/tiagomarconi.wordpress.com/314/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/tiagomarconi.wordpress.com/314/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/tiagomarconi.wordpress.com/314/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/tiagomarconi.wordpress.com/314/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/tiagomarconi.wordpress.com/314/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/tiagomarconi.wordpress.com/314/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/tiagomarconi.wordpress.com/314/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/tiagomarconi.wordpress.com/314/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/tiagomarconi.wordpress.com/314/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/tiagomarconi.wordpress.com/314/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/tiagomarconi.wordpress.com/314/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/tiagomarconi.wordpress.com/314/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tiagomarconi.wordpress.com&amp;blog=5091063&amp;post=314&amp;subd=tiagomarconi&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Queda</title>
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		<pubDate>Tue, 17 May 2011 02:10:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tiagomarconi</dc:creator>
				<category><![CDATA[ponto e vírgula]]></category>
		<category><![CDATA[corda]]></category>
		<category><![CDATA[pinhata]]></category>
		<category><![CDATA[suicídio]]></category>

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		<description><![CDATA[Sentiu que caía. O estômago era a guitarra do Velvet Underground, como a digerir lâminas circulares girando rápido. Caía, porém, em câmera lenta, sem desespero, sem raiva. Só uma dor profunda e suave, quase bonita. Lembrou-se da corda. O que &#8230; <a href="http://tiagomarconi.wordpress.com/2011/05/16/queda/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tiagomarconi.wordpress.com&amp;blog=5091063&amp;post=309&amp;subd=tiagomarconi&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sentiu que caía. O estômago era a guitarra do Velvet Underground, como a digerir lâminas circulares girando rápido. Caía, porém, em câmera lenta, sem desespero, sem raiva. Só uma dor profunda e suave, quase bonita. Lembrou-se da corda. O que é essa fibra áspera? A corda o seguraria contra o céu nublado da noite. Mas a corda era longa e a queda durava. Lembrou-se de muita coisa. Com certa galhofa imaginou um lustre, depois um saco de boxe e enfim uma pinhata.</p>
<p>Papel machê geralmente em forma de burro, a pinhata é arrebentada a pauladas, derramando doces e brindes disputados pelas crianças na força, na agilidade, numa luta de todos contra todos. No fim, os mais fortes entregam os melhores brindes aos mais fracos, invertendo a lógica da barbárie depois de tanta agressividade e competição. O equilíbrio entre os golpes na pinhata e seu interior de pequenas alegrias se repete, se completa, no equilíbrio entre a disputa física e a cortesia. Uma pinhata.</p>
<p>E então a corda esticou, apertando o pescoço, talvez mesmo quebrando-o.</p>
<p>SP.2011</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/tiagomarconi.wordpress.com/309/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/tiagomarconi.wordpress.com/309/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/tiagomarconi.wordpress.com/309/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/tiagomarconi.wordpress.com/309/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/tiagomarconi.wordpress.com/309/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/tiagomarconi.wordpress.com/309/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/tiagomarconi.wordpress.com/309/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/tiagomarconi.wordpress.com/309/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/tiagomarconi.wordpress.com/309/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/tiagomarconi.wordpress.com/309/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/tiagomarconi.wordpress.com/309/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/tiagomarconi.wordpress.com/309/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/tiagomarconi.wordpress.com/309/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/tiagomarconi.wordpress.com/309/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tiagomarconi.wordpress.com&amp;blog=5091063&amp;post=309&amp;subd=tiagomarconi&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Será que bebo vodka?</title>
		<link>http://tiagomarconi.wordpress.com/2011/05/13/sera-que-bebo-vodka/</link>
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		<pubDate>Fri, 13 May 2011 17:55:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tiagomarconi</dc:creator>
				<category><![CDATA[ponto e vírgula]]></category>
		<category><![CDATA[urbanofilia]]></category>
		<category><![CDATA[casal]]></category>
		<category><![CDATA[centro]]></category>
		<category><![CDATA[gasolina]]></category>
		<category><![CDATA[posto]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[vodka]]></category>

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		<description><![CDATA[Noite dessas, voltando da Matilha, resolvi ir até o posto de gasolina comprar cigarros, coca, chocolate. Fila de uns 5 caras, eu lá escolhendo batatas fritas. Entram duas vozes altas e animadas. Ele: - Compramos o que? Cerveja? Catuaba selvagem &#8230; <a href="http://tiagomarconi.wordpress.com/2011/05/13/sera-que-bebo-vodka/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tiagomarconi.wordpress.com&amp;blog=5091063&amp;post=304&amp;subd=tiagomarconi&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Noite dessas, voltando da Matilha, resolvi ir até o posto de gasolina comprar cigarros, coca, chocolate. Fila de uns 5 caras, eu lá escolhendo batatas fritas. Entram duas vozes altas e animadas.</p>
<p>Ele:</p>
<p>- Compramos o que? Cerveja? Catuaba selvagem (risos)? Vodka?</p>
<p>- Será que eu bebo vodka?</p>
<p>- Podemos pegar uma vodka.</p>
<p>- Mais fácil.</p>
<p>No meio do diálogo já tinha conseguido entrever uma moça bonita. A voz do cara era mais velha. Centro de SP, cheguei a desconfiar que ela fosse garota de programa. Dei mais uma olhada. Ela era bonita, alta, magra, nariz comprido, belas pernas num shortinho quase totalmente coberto por uma blusona preta. Não fiquei olhando muito. O sujeito&#8230; Como descrever? Camisa estilo naval escrito security e todo um contexto concordando. Olhei menos ainda.</p>
<p>A conversa seguia. Você tem alguma coisa para misturar?, pa pa pa, vodka, tal, assim eu já me apresento para você.</p>
<p>Ela:</p>
<p>- Eu tinha uns 15 anos naquela época em que você me conheceu.</p>
<p>- Mentia a idade?</p>
<p>- Não, todo mundo sabia.</p>
<p>- E já&#8230;</p>
<p>- Já era louca. (&#8230;)</p>
<p>Ele:</p>
<p>- Estava com não sei quem dessa vez.</p>
<p>- E ele? Ta lá. Eu dou uma segurada nele.</p>
<p>- Eu não, comigo acho que se sente mais seguro para fazer merda.</p>
<p>Risos.</p>
<p>O diálogo do casal boy na noite paulistana seguia, paguei e vim pra casa.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/tiagomarconi.wordpress.com/304/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/tiagomarconi.wordpress.com/304/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/tiagomarconi.wordpress.com/304/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/tiagomarconi.wordpress.com/304/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/tiagomarconi.wordpress.com/304/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/tiagomarconi.wordpress.com/304/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/tiagomarconi.wordpress.com/304/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/tiagomarconi.wordpress.com/304/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/tiagomarconi.wordpress.com/304/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/tiagomarconi.wordpress.com/304/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/tiagomarconi.wordpress.com/304/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/tiagomarconi.wordpress.com/304/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/tiagomarconi.wordpress.com/304/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/tiagomarconi.wordpress.com/304/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tiagomarconi.wordpress.com&amp;blog=5091063&amp;post=304&amp;subd=tiagomarconi&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>interna, noturna</title>
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		<pubDate>Wed, 11 May 2011 04:32:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tiagomarconi</dc:creator>
				<category><![CDATA[palavras]]></category>
		<category><![CDATA[Sal de prata em mocotó]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[música romântica]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Abro a porta do elevador, dou um passo na escada e a luz automática se acende no exato instante em que uma canção romântica começa a tocar e apanho a chave na bolsa. Até que gostei de ser personagem da cena de um filme clássico não produzido, não visto e perdido.</p>
<p>SP, fim de 2009</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/tiagomarconi.wordpress.com/300/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/tiagomarconi.wordpress.com/300/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/tiagomarconi.wordpress.com/300/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/tiagomarconi.wordpress.com/300/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/tiagomarconi.wordpress.com/300/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/tiagomarconi.wordpress.com/300/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/tiagomarconi.wordpress.com/300/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/tiagomarconi.wordpress.com/300/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/tiagomarconi.wordpress.com/300/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/tiagomarconi.wordpress.com/300/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/tiagomarconi.wordpress.com/300/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/tiagomarconi.wordpress.com/300/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/tiagomarconi.wordpress.com/300/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/tiagomarconi.wordpress.com/300/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tiagomarconi.wordpress.com&amp;blog=5091063&amp;post=300&amp;subd=tiagomarconi&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Duas cenas no verão paulistano</title>
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		<pubDate>Mon, 09 May 2011 12:36:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tiagomarconi</dc:creator>
				<category><![CDATA[palavras]]></category>
		<category><![CDATA[urbanofilia]]></category>
		<category><![CDATA[ponto de ônibus]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>

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		<description><![CDATA[Manhã de sábado, a padaria, um croissant num saco de papel e um iogurte num potinho plástico. No ponto de ônibus da avenida Ipiranga um homem incosciente vai caindo do banco ao chão vagarosa e desajeitadamente. Passo e paro do &#8230; <a href="http://tiagomarconi.wordpress.com/2011/05/09/duas-cenas-no-verao-paulistano/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tiagomarconi.wordpress.com&amp;blog=5091063&amp;post=298&amp;subd=tiagomarconi&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Manhã de sábado, a padaria, um croissant num saco de papel e um iogurte num potinho plástico. No ponto de ônibus da avenida Ipiranga um homem incosciente vai caindo do banco ao chão vagarosa e desajeitadamente. Passo e paro do outro lado do ponto. Virado para os ônibus e para a cena. Um casal vai até ele. As outras 3 ou 4 pessoas olham. O homem está ajoelhado com a bunda pra cima e a cabeça no chão, de lado. O casal o vira com um toquezinho e ele tomba suavemente para uma posição melhor. Entre mim e o casal, que ainda está perto do homem caído conversa com umas duas outras pessoas, um vômito rosa e denso, logo à frente do banco, de alguém que provavelmente apoiou os cotovelos nos joelhos. Provavelmente do homem caído. Pego o primeiro ônibus e tomo café da manhã sob sol forte, no ponto seguinte, na rua da Consolação.</p>
<p>Cerveja preta, presunto cru, queijo brie, pão sueco, pão italiano e conserva de berinjela. Do supermercado na Nestor Pestana ao ponto de ônibus da avenida São Luiz, num anoitecer de segunda. Fones de ouvido, blues do Piedmonte, Etta Baker. Música de road movie. Sento na mureta ao lado de um cara meio lúmpen e fumante, que depois sairia andando. Apoio as sacolas de plástico e fumo. Um coroa negro fala com algumas pessoas no ponto, cada vez mais perto de mim. Parece mal. Enquanto fala com duas mulheres que aos poucos deixam de ostentar o rosto padrão de compreensão do drama alheio que precede uma negativa de dinheiro, tiro um dos fones. Não custa nada você dar uma ligadinha, diz o homem, com a mão no peito. Senta-se à minha esquerda, a uns dois metros e balbuciando algo num desespero quase quieto. É só meu coração que está parando, diz. A mulher, já com o telefone na mão. avisa ao velho que vai telefonar, enquanto passo rumo à porta do Aclimação.</p>
<p>SP.fev.2011</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/tiagomarconi.wordpress.com/298/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/tiagomarconi.wordpress.com/298/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/tiagomarconi.wordpress.com/298/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/tiagomarconi.wordpress.com/298/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/tiagomarconi.wordpress.com/298/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/tiagomarconi.wordpress.com/298/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/tiagomarconi.wordpress.com/298/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/tiagomarconi.wordpress.com/298/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/tiagomarconi.wordpress.com/298/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/tiagomarconi.wordpress.com/298/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/tiagomarconi.wordpress.com/298/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/tiagomarconi.wordpress.com/298/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/tiagomarconi.wordpress.com/298/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/tiagomarconi.wordpress.com/298/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tiagomarconi.wordpress.com&amp;blog=5091063&amp;post=298&amp;subd=tiagomarconi&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>No céu azul fumaça, uma nova raça</title>
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		<pubDate>Fri, 06 May 2011 14:52:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tiagomarconi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sal de prata em mocotó]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[documentário]]></category>
		<category><![CDATA[festival In Edit]]></category>
		<category><![CDATA[João Gilberto]]></category>
		<category><![CDATA[Novos Baianos]]></category>

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		<description><![CDATA[Filhos de João: o admirável mundo Novo Baiano tenta reconstruir, através de imagens de arquivo, imagens captadas de crianças, filmes da época e depoimentos dos integrantes do grupo e de figuras próximas, a história dos Novos Baianos. A tese do &#8230; <a href="http://tiagomarconi.wordpress.com/2011/05/06/no-ceu-azul-fumaca-uma-nova-raca/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tiagomarconi.wordpress.com&amp;blog=5091063&amp;post=287&amp;subd=tiagomarconi&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><a href="http://tiagomarconi.files.wordpress.com/2011/05/6984filhos-de-joao-admiravel-mundo-novo-baiano-32.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-291" title="6984,filhos-de-joao-admiravel-mundo-novo-baiano-3" src="http://tiagomarconi.files.wordpress.com/2011/05/6984filhos-de-joao-admiravel-mundo-novo-baiano-32.jpg?w=300&#038;h=187" alt="" width="300" height="187" /></a>Filhos de João: o admirável mundo Novo Baiano</em> tenta reconstruir, através de imagens de arquivo, imagens captadas de crianças, filmes da época e depoimentos dos integrantes do grupo e de figuras próximas, a história dos Novos Baianos. A tese do filme, verbalizada em um dos depoimentos e confirmada em outros, é que aquele grupo bom de rock descobriu outra dimensão musical, profundamente brasileira, a partir do encontro com João Gilberto. O violonista teria chegado às 3 da manhã no apartamento-comunidade e, pelo olho mágico, de terno e gravata, chegou a ser confundido com um policial, afinal o país vivia o momento mais terrível da ditadura militar e “era muita loucura que rolava ali”.</p>
<p>Os depoimentos têm vários grandes momentos e alguns problemas, certamente o mais grave é a ausência de Baby do Brasil, que, conforme se explica no letreiro final, não autorizou o uso de sua entrevista. Tom Zé aparece brilhante como sempre e às vezes um tanto caricato, a meu ver por opção da montagem, que deixa algumas falas pouco inteligíveis do gênio de Irará um tanto perdidas no contexto. Alguns personagens aparecem sem que se entenda exatamente quem é e o que fazia e o filme, por vezes, confia muito na capacidade do espectador de distinguir quem está falando pela voz. Para um filme que se propõe a contar uma história de 40 anos atrás, essa apresentação pouco didática de personagens talvez não seja a melhor estratégia possível.</p>
<p>As imagens de época são preciosas, com filmes do “udigrudi” baiano, <em>Caveira, my friend</em>, <em>Meteorango Kid, herói intergaláctico</em> e <em>Super Outro</em>, além de filmes dos Novos Baianos, imagens deles jogando bola e tocando na comunidade de Jacarepaguá. Faz falta a figura de João Gilberto, uma foto dele com o grupo, ou imagens reiteradas dele na época, para que se crie imageticamente na cabeça do espectador aquela figura evocada nos depoimentos e no próprio título do filme. As muitas cenas de crianças, especialmente gravadas e que pontuam o documentário, não compensam a ausência do pai João Gilberto para transmitir a idéia da paternidade, de “filhos”.</p>
<p>De resto, o filme é tão sedutor quanto um fã de Novos Baianos pode imaginar. Baby cantando no quintal, Galvão falando, Moraes contando que quase largou a música depois de ver João Gilberto tocar, carnaval da Bahia nos início dos anos 70, enfim todo aquele clima de abelha fazendo zum zum e mel enquanto o chumbo comia no Brasil dos militares.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/tiagomarconi.wordpress.com/287/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/tiagomarconi.wordpress.com/287/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/tiagomarconi.wordpress.com/287/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/tiagomarconi.wordpress.com/287/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/tiagomarconi.wordpress.com/287/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/tiagomarconi.wordpress.com/287/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/tiagomarconi.wordpress.com/287/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/tiagomarconi.wordpress.com/287/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/tiagomarconi.wordpress.com/287/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/tiagomarconi.wordpress.com/287/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/tiagomarconi.wordpress.com/287/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/tiagomarconi.wordpress.com/287/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/tiagomarconi.wordpress.com/287/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/tiagomarconi.wordpress.com/287/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tiagomarconi.wordpress.com&amp;blog=5091063&amp;post=287&amp;subd=tiagomarconi&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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